HISTÓRIA DA IGREJA

   

     

 
 
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 HISTÓRIA DA ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BRASIL

 

Como tudo começou

 Enquanto o avivamento expandia-se e dominava a vida religiosa de Chicago. Na cidade de South Bend, no Estado de Indiana, que fica cem quilômetros de Chicago, morava um pastor batista que se chamava Gunnar Vingren. Atraído pelos acontecimentos do avivamento de Chicago, o jovem originário da Suécia foi a essa cidade a fim de saber o que realmente estava acontecendo ali. Diante da demonstração do poder divino, ele creu e foi batizado com o Espírito Santo.

 

Pouco tempo depois, Gunnar Vingren participou de uma convenção de igrejas batistas, em Chicago. Essas igrejas aceitaram o Movimento Pentecostal. Ali ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem também foi batizado com Espírito Santo.

Rumo ao Brasil  

Através de uma revelação divina, o lugar tinha sido mencionado: Pará. Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os jovens foram a uma biblioteca à procura de um mapa que lhes indicassem onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um estado do Norte do Brasil, tratava-se de uma chamada de fé.

Gunnar Vingren e Daniel Berg despediram-se da igreja e dos irmãos em Chicago. A ordem lhe fora designado ir. A igreja levantou uma coleta para auxiliar os missionários que partiam. A quantia que lhes foi entregue só deu para a compra de duas passagens até Nova Iorque. Quando lá chegassem, eles não sabiam como conseguiriam dinheiro para comprar mais duas passagens até o Pará. Porém, esse detalhe não os abalou em nada nem os deteve em Chicago a espera de mais recursos. Tinham convicção de que haviam sido convocados por Deus. Portanto, era da total responsabilidade e especialidade de Deus fazer com que os recursos materiais inexistentes necessários à viagem surgissem.

 

Chegaram a grande metrópole, Nova Iorque, sem conhecer ninguém, e sem dinheiro para continuar a viagem. Os dois missionários caminhavam por uma das ruas de Nova Iorque, quando encontraram um negociante que conhecia o jovem Gunnar Vingren. Na noite anterior, enquanto em oração, aquele negociante sentira que devia certa quantia ao irmão Gunnar Vingren. Pela manhã aquele homem colocou a referida importância em um envelope para mandá-la pelo correio, mas enquanto estava caminhando para executar aquela tarefa, viu os dois enviados do Senhor surgirem a sua frente. Surpreso ao ver a maneira especial como Deus trabalhava, o comerciante contou-lhes sua experiência e entregou-lhe o envelope.

 

Quando o irmão Vingren abriu o envelope, encontrou dentro dele 90 dólares – exatamente o preço de duas passagens até o Pará.

 

No dia cinco de novembro de 1910, os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren deixaram Nova Iorque abordo do navio "CleMent" com destino à Belém do Pará. No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais,   nosso país era quase que totalmente católico.

 

A CHEGADA DE GUNNAR VINGREN E DANIEL BERG NO BRASIL

No dia 19 de novembro de 1910, em um dia de sol causticante, os dois missionários desembarcaram em Belém. Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil.

Eles não tinham amigos ou conhecidos na cidade de  Belém. Não traziam endereço de alguém que os acolhessem ou orientassem. Carregando suas malas, enveredaram por uma rua. Ao alcançarem uma praça, sentaram-se em um banco para descansar; e aí fizeram a primeira oração em terras brasileiras. Seguindo a indicação de alguns passageiros com os quais viajaram, os missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg hospedaram-se num modesto hotel, cuja diária completa era de oito mil réis. Em uma das mesas do hotel, o irmão Vingren encontrou um jornal que tinha o endereço do pastor metodista Justus Nelson. No dia seguinte, foram procurá-lo, e contaram-lhe como Deus os tinham enviados como missionários para aquela cidade. Como Daniel Berg e Gunnar Vingren estavam até aquele momento ligados à Igreja Batista nos Estados Unidos (as igrejas que aceitavam o avivamento permaneciam com o mesmo nome), Justus Nelson os acompanhou até a Igreja Batista, em Belém, e os apresentou ao responsável pelo trabalho, pastor Raimundo Nobre. E, assim, os missionários passaram a morar nas dependências da igreja. Alguns dias depois, Adriano Nobre, que pertencia à igreja presbiteriana e morava nas ilhas, foi a Belém em visita ao primo Raimundo Nobre. Este apresentou os missionários a Adriano, que imediatamente mostrou-se interessado em ajudá-los à aprender, falar o português.

Passado um determinado tempo eles já podiam falar português. Vingren continuou a estudar a língua, enquanto Daniel trabalhava como fundidor. Passado algum tempo, Berg começou a dedicar-se ao trabalho de colportagem.

O movimento pentecostal começou a queimar os corações dos brasileiros

Os jovens missionários tinham o coração avivado pelo Espírito Santo, e oravam de dia e de noite. Oravam sem cessar. Esse fato chamou a atenção de alguns membros da igreja, que passaram a censurá-los, considerando-os fanáticos por dedicarem tanto tempo à oração. Mas isso não os abalou. Com desenvoltura e eloqüência, continuaram a pregar a salvação em Cristo Jesus , e o batismo com o Espírito Santo, sempre alicerçado na Escrituras. Todavia, como resultado daquelas orações, alguns membros daquela Igreja Batista creram nas verdades do Evangelho completo que os missionários anunciavam. Os primeiros a declararem publicamente sua crença nas promessas divinas foram às irmãs Celina Albuquerque e Maria Nazaré. Elas não somente creram, mas resolveram permanecer em oração até que Deus as batizassem com Espírito Santo conforme o que está registrado em Atos 2.39.

Numa quinta-feira, à uma hora da manhã de 02 de junho de 1911, na Rua Siqueira Mendes, 67, na cidade de Belém, Celina de Albuquerque, enquanto orava, foi batizada com o Espírito Santo. Após o batismo daquela irmã começaria a luta acirrada. Na Igreja Batista alguns creram, porém outros não se predispuseram sequer a compreender a doutrina do Espírito Santo. Portanto, dois partidos estavam criados.
   
Devido a este movimento pentecostal Daniel Berg e Gunnar Vingren e mais 17 simpatizantes foram expulsos da Igreja Batista, no dia 13 de junho de 1911. Na mesma noite da expulsão, ao chegarem à casa da irmã Celina, na Rua Siqueira Mendes, 67, os irmãos resolveram fazer uma congregação ali, o que foi feito pelo espaço de mais ou menos três meses, com cultos dirigidos pelo missionário Vingren e pelo irmão Plácido. Daniel Berg pouco falava por ainda estar atrasado no aprendizado da língua.

 

A fundação da 1° Assembléia de Deus

 

Disso tudo surgiu a necessidade de que o trabalho fosse organizado como igreja, o que se deu a 18 de junho de 1911, quando por deliberação unânime, foi fundada a Assembléia de Deus no Brasil, sendo Daniel Berg e Gunnar Vingren os primeiros orientadores. 

O termo Assembléia de Deus dado à denominação não tem uma origem definida entre nós. Entretanto, sugere-se estar ligada a Igrejas que na América do Norte professam a mesma doutrina e recebem a designação de Assembléia de Deus ou Igreja Pentecostal. Sobre esta questão, e aceitável, o seguinte testemunho do irmão Manoel Rodrigues. “Estou perfeitamente lembrado da primeira vez que se tocou neste assunto. Tínhamos saído de um culto na Vila Coroa. Estávamos na parada do bonde Bemal do Couto, canto com a Santa Casa de Misericórdia. O irmão Vingren perguntou-nos que nome deveria dar-se a Igreja, explicando que na América do Norte usavam o termo Assembléia de Deus ou Igreja Pentecostal. Todos os presentes concordaram em que deveria ser Assembléia de Deus”.

 

As perseguições

Com a fundação da Assembléia de Deus repercutiam profundamente entre as Várias denominações evangélicas. O medo que a Assembléia de Deus viesse a absorver as demais denominações fez com que estas se unissem para combater o movimento Pentecostal. 

No ano de 1911, em Belém. Alguns se dispuseram a combater o Movimento Pentecostal em seu nascedouro. Para alcançarem esse intento, não escolhiam os meios: calúnia e intriga, delação e até agressão física, tudo era válido. Chegaram, inclusive, a levar aos jornais a denúncia de que os pentecostais eram uma seita perigosa, tendo com prática o exorcismo. Enfim, alarmaram a população. A matéria no jornal, A Folha do Norte, todavia, acabou por atrair numerosas pessoas para os cultos da nova igreja. Não poderia haver propaganda melhor.

Porém, a igreja continuou a crescer, de modo que o salão da Avenida Celso Garcia tornou-se pequeno. Resolveram então mudar a igreja para as Ruas Doutor Cândidas do Vale, 41, não muito distantes da primeira sede. Acompanhando o ritmo progressivo da cidade, a igreja florescia e multiplicava seus trabalhos. Para atender esse progresso era necessária a construção de um templo. O local escolhido foi a Rua Vilela. O templo foi inaugurado em 1930.

 

O avanço da Assembléia de Deus era constante, na direção de todos os bairros da cidade. Portas e mais portas se abriam para que se estabelecessem novos trabalhos. Em 14 de julho de 1934, a Assembléia de Deus inaugurou um novo salão na Vila Independência (Ipiranga). As estacas continuavam a alongar-se. Salões com capacidade para trezentas pessoas tornavam-se pequenos rapidamente. 
   
Serviram como pastor Nessa fase inicial dos trabalhos, além dos nomes mencionados, os irmãos Samuel Nystron, Samuel Hedlund e Gustavo Bergstron. Em 24 de março de 1935 a igreja mudou sua sede para o espaçoso salão da Rua Cruz Branca, 35. A inauguração da nova sede foi um acontecimento histórico na vida da igreja. Nessa ocasião realizou-se também a primeira Convenção regional do Estado de São Paulo .

Em 11 de Janeiro de 1968 a denominação foi registrada oficialmente como pessoa jurídica. Com o nome de Assembléia de Deus. Gunnar Vingren permaneceu de 1911 até 1924, quando se transferiu para o Rio de Janeiro. Então capital do Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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